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Qual o impacto do coronavírus nas vendas nacionais e internacionais?

O mercado sofreu um baque inesperado com a disseminação do COVID-19 e a economia está arcando com o peso das consequências do vírus. Mas qual é, exatamente, o impacto do coronavírus nas vendas atuais? Em que pé estamos?

Num apanhado geral, percebe-se o caos financeiro: empresas como Mc Donald’s, Apple, Starbucks e Yum Brands tiveram que fechar suas portas temporariamente em alguns mercados do mundo. Empresas de vários ramos estão cancelando, adiando ou tornando online seus eventos. Algumas escolas e faculdades já estão suspendendo suas aulas.

Os eletrônicos tiveram uma queda de 70% no percentual de produção, de acordo com a Abinee (Associação Brasileira de Indústria Elétrica e Eletrônica), assim como a produção de carros também tem possibilidade de parar em março. Não sobrou nem pra cerveja Corona, que no mercado chinês teve um prejuízo de pouco menos de R$1 bilhão de reais.

O auxílio profissional, num momento desses, é extremamente eficiente numa hora delicada como essa. É possível virar o jogo ainda, por mais que as vendas estejam num ponto crítico. É preciso ter conhecimento técnico vindo de profissionais e auxílio sobre como agir no mercado atualmente.

Afinal: o impacto do coronavírus nas vendas será apenas negativo?

Felizmente, nem só de perdas está vivendo o mercado. No Brasil, itens de higienização, como o álcool gel, dispararam 160% nas vendas online e 53% nas vendas em lojas físicas. As máscaras também avançaram em 117%, segundo dados da Farmácia APP.

Internacionalmente, empresas que oferecem serviços online, como teleconferência, saúde e educação online também estão decolando. Veja os nomes que estão se dando bem nesse momento de crise:

  • Produtos de limpeza

Sem surpresa nenhuma, os produtos de limpeza estão em seu melhor momento em anos. A demanda de higienizadores de mão na Lysol, marca norte-americana, teve um aumento de 32%, segundo o Instituto de Pesquisa Nielsen.

O Lysol é uma das marcas que aproveitou deste auge das vendas para mencionar o coronavírus em seu marketing. No Facebook da empresa, há publicações com vídeos-guia sobre os cuidados preventivos contra o vírus. Também lançaram, recentemente, um vídeo sobre a incidência de resfriados e gripes em diversas áreas dos Estados Unidos.

Nessa jogada, Lysol se tornou o destaque entre as marcas de higienizadores. A marca recebeu mais de 1000 menções desde o dia 1 de janeiro. O pico de menções foi no dia 27 de fevereiro, em que foi mencionada 7000 vezes – um aumento de 750% nas menções diárias, de acordo com dados da Brandwatch.

Já a Clorox, empresa norte-americana de lenços desinfetantes, também teve um aumento expressivo nos últimos dias. Foi relatada uma alta de 10% nas vendas no final de fevereiro, segundo o Instituto Nielsen. Porém, por mais que a empresa esteja providenciando informações sobre como limpar superfícies com seus lenços, o CEO Benno Dorer afirmou: “Nós não faremos marketing aproveitando do medo das pessoas”.

  • Serviços de entrega de comida e de produtos

Para evitar sair de casa, há um crescente fluxo de pessoas encomendando seus produtos online. Naturalmente, os serviços de entrega, como o Uber Eats, preveem um aumento em suas vendas. De acordo com dados da NPD, houve um aumento de 20% nos pedidos de lanches online na China durante o mês de janeiro, comparado ao mesmo período do ano passado.

O CEO da Uber, Dara Khowrowshahi, diz que seu serviço da Uber Eats provavelmente terá benefícios. “Nosso serviço de entregas, se as pessoas evitarem sair de suas casas, certamente irá ter um pico”, pondera.

Além dos lanches, o aumento na demanda em serviços gerais de entregas, como a Amazon, eBay e Walmart também está incentivando as pessoas a procurar outras opções. Quem está sendo mais procurado agora são os serviços menores e não tão conhecidos nessa área, como o Instacart. Nos últimos dias, segundo a CNBC, a demanda pelos serviços do Instacart multiplicou 10 vezes em 72 horas.

Isso acontece porque a Amazon está enfrentando escassez no seu estoque de produtos. O alto número de compras é um dos principais motivos dessa falta, mas além disso, o coronavírus trouxe outras consequências indesejadas: vendedores independentes, ligados à Amazon, estão “fazendo malabarismos”, aumentando demais o preço de seus produtos; e muitos também estão afirmando falsamente que seus produtos servem para combater o coronavírus. Mais de 1 milhão de produtos foram removidos por esses motivos.

  • Serviços de streaming e de entretenimento em casa

Como as pessoas começaram a se isolar do vírus para se prevenir – e algumas já estão de quarentena por conta do vírus -, o tempo em casa ou no hospital aumenta severamente. O que essas pessoas estão fazendo durante esse tempo? Alguns estão trabalhando a distância – outros estão procurando entretenimento. Os serviços de streaming caem como uma luva nesse momento.

A Netflix é o destaque até agora. São 158,4 milhões de usuários no mundo todo assistindo e investindo no serviço. As ações da Netflix continuam a aumentar – nos últimos dias a marca atingiu o pico mais alto de ações desde que o serviço foi criado.

O analista financeiro David Miller revelou que a Netflix está aumentando o número de assinaturas no primeiro trimestre de 2020. “Acreditamos ser um efeito de ‘encapsulamento’ devido a temores em torno do coronavírus”, terminou.

  • Serviços de videoconferência

Já são muitos eventos sendo adiados ou cancelados, mas principalmente sendo alterados para o ambiente virtual. Nas últimas semanas, empresas como Adobe, Google, Facebook, Starbucks e Shopify transformaram seus eventos físicos em eventos online.

Os serviços de videoconferência são os que mais ganham com isso. A empresa Zoom, que oferece conferências por vídeo e por voz, além de webinars, viu suas ações subirem 47% em um mês. São inúmeras companhias movendo seus eventos físicos à online e direcionando seus funcionários para trabalhar em casa. Agora, o serviço conta com 81,9 mil assinaturas.

A companhia revelou que o lucro decolou em 78% comparado ao ano passado, atingindo 188.3 milhões de dólares. O CEO da Zoom, Eric Yuan, declarou que esse aumento foi um grande impulso para o ano de 2020 – mas tem receios, já que imagina que o impacto do vírus será temporário.

Não há dúvidas de que o coronavírus foi um dos impactos mais fortes dos últimos anos na economia mundial – e será um caso de estudo para o mercado financeiro. O impacto do coronavírus nas vendas está cada vez maior. E você? Está percebendo aumento ou diminuição nas suas vendas? Conte pra nós!



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